Banalizaחדo do SEXO


Descaso e falta de educaחדo banalizam o sexo

Crianחas e jovens vivem num mundo onde as manchetes de jornal as fazem perguntar sobre assuntos que deixam os pais numa “saia justa”. Recentemente fiquei perplexo ao ler: “Para aderir a uma das ferozes gangues de rua da Amיrica Central, Benky, uma jovem pequenina com os olhos fortemente maquiados com rםmel e os braחos recobertos de tatuagens, teve de fazer sexo com uma dתzia de garotos do grupo, certa noite. Ela se lembra de ter chorado incontrolavelmente quando o תltimo deles terminou, e de ter sido cercada por todos os membros da gangue, que a cumprimentaram por sua admissדo plena א Mara Salvatrucha.” Em maio de 2008 vemos o jogador de futebol no seu inferno astral.

“Ronaldo diz ter sido vםtima de uma tentativa de extorsדo do travesti Andrי Luiz Ribeiro Albertino, conhecido como Andrיia Albertine. Albertino acusa o atacante de calote em um programa com outros dois travestis e de envolvimento com drogas.” Estes exemplos sדo tדo tristes quanto aquele que saiu na Revista de Cultura Espםrita “Nueva Generacion”, Guatemala, C.A. 5 (18): 3-6, abril-junio, 1995, narrado em: sexo – artigo de compra e venda (abaixo).

Na histףria da menina de 12 anos que referimos anteriormente hב inclusive o crime doloso contra a vida: “o lםder da gangue ordenou a Benky, que entדo tinha 14 anos, que roubasse פnibus, arrancasse correntes do pescoחo das pessoas e atי matasse uma menina de uma gangue rival. Ela sempre obedeceu, embora Benky declare que nדo estava completamente certa de que a rival havia morrido depois de levar um tiro nas costas.  Eu achava que a gangue seria como minha famםlia”, explica Benky sobre sua adesדo. “Pensei que receberia o amor que me faltava. Mas eles me batiam”.

Davam-me ordens. Diziam que eu tinha de roubar ou matar alguיm, e eu obedecia.
Escrevi “Discutindo a Sexualidade”, um artigo que me deu muito trabalho, pois depois recebi correspondךncias pedindo mais informaחדo ou criticando a forma concisa que usei nas minhas “janelas” ou “planos”. Fazer o que?
Nele muito se pode aprender com o caso relatado por um psiquiatra que clinicava em Sדo Paulo e que trabalhou mais tempo com hipnose do que Freud. Seu paciente homossexual reviu vidas pregressas em regressץes de memףria.

Haverב forte emoחדo e sofrimento se, numa vida futura, o nosso jogador de futebol fizer regressדo de memףria aos nossos dias. Por isso a regra י o esquecimento. Basta olharmos nossas tendךncias, dizia o codificador da Doutrina Espםrita.
Aos pais recomendei que “deixasse claro” o amor que sentem por seus filhos (Aclבrele todo a su hijo).

E, quem ama educa, atravיs do exemplo. Pobres crianחas desta hora. Pobre Benky! Quando ela tentou largar a gangue, levou seis tiros dos ex-colegas. As cicatrizes, ainda visםveis em seu corpo, confirmam a histףria, como o fazem os assistentes sociais que a visitaram durante os seis meses que ela passou no hospital. (LUIZ CARLOS FORMIGA) 

SEXO – ARTIGO DE COMPRA E VENDA

Os homens demonstram sua posiחדo na escala evolutiva pelas decisץes que tomam diante da vida. Em muitos a consciךncia ainda nדo despertou para os verdadeiros valores. De posse de liberdade relativa demonstram pouca responsabilidade. Antes de governar, parecem governados pelos instintos. Muitos sדo especialistas na arte de multiplicar tםtulos e propriedades, mas no campo afetivo afastam-se da receptividade, do compromisso. Sדo mestres na produחדo de seres-objetos. Distanciados da consciךncia lתcida sדo ainda amantes da poligamia. No homem mais evoluםdo a sexualidade י entendida num contexto amplo, inclusive o espiritual. Vך na sexualidade uma atividade intimamente ligada ao crescimento pessoal, א auto-estima e א formaחדo de saudבveis vםnculos afetivos e amorosos. Espםrito mais amadurecido percebe a sexualidade como reconstituinte das forחas espirituais pelo qual as criaturas se alimentam mutuamente.

Mesmo quando convivendo com inseguranחas e sentimentos de rejeiחדo, nunca busca o sexo como forma de auto-afirmaחדo e alםvio de incertezas ou carךncias. Nדo troca sexo por companhia tentando diminuir o vazio da solidדo. Quando o espםrito, mesmo em corpo velho, estב num nםvel evolutivo ainda baixo, sua consciךncia dorme e se torna difםcil freiar instintos. Sדo pessoas fisiologicamente adultas mas emocionalmente infantis. (5,6,7)

MAS, QUEM ATIROU A PRIMEIRA PEDRA?


Analisando-se o discurso de mulheres que se vendem de forma institucionalizada (eu-isso) e o silךncio do seu comprador, concluiu-se de que a coisificaחדo da mulher י indispensבvel, para a grande cidade, como י a lata de lixo para a famםlia. Ela desempenharia o papel de defesa da ordem coletiva e o da satisfaחדo dos impulsos recפnditos dos homens. Mas, duas questץes sדo importantes. Como essa mulher que se vende (eu-isso) vivencia sua sexualidade (eu-mulher)?

Como se sente e o que busca o homem (eu-isso) ao relacionar-se sexualmente com uma mulher que se vende? O acesso ְ bibliografia e א realidade do dia-a-dia revelaram, na pesquisa (2), que existe uma contradiחדo muito grande em torno da prostituiחדo, pois, ao mesmo tempo em que ela י recriminada como algo nocivo א sociedade, י tolerada, servindo como importante estabilizador social, que cumpre vבrias funחץes. No entanto, o discurso das mulheres revelou a crenחa de uma atividade profissional como outra qualquer onde a busca do dinheiro י o mais importante.

Por outro lado o sonho da constituiחדo de uma famםlia apareceu neste discurso.
ֹ vבlida a premissa de que as circunstגncias socioeconפmicas e morais estabelecidas pela sociedade criam e recriam os espaחos do vir-a-ser prostituta. O homem deve ser visto como um co-autor, co-responsבvel por esse modo milenar de vivenciar uma das inתmeras facetas da sexualidade humana. No momento em que estamos escrevendo estas linhas, hב um destaque especial na novela da TV sobre essa questדo, demonstrando a contradiחדo referida anteriormente. Ao mesmo tempo em que ela י recriminada como algo nocivo א sociedade, י tambיm tolerada (casas de tolerגncia), atי no “horבrio nobre”. Nas incursץes a estas “casas” os pedagogos e psicףlogos pesquisadores verificam que os homens (casados) se sentem pouco א vontade em dar entrevistas, no sentido de oferecer respostas א segunda questדo acima (o que busca ao relacionar-se?)

Se nדo existisse o estigma, quanto ao tipo de atividade, muito pouco esta se diferenciaria das atividades de outros profissionais. O que existe י uma dicotomia corpo x mente, em que o primeiro assume um valor de troca e o segundo se consome no esquecimento. Ela procura um distanciamento de si mesma, do ser-mulher-mדe, da prostituta. Nדo hב unificaחדo do ser. Ao buscar relacionar-se desta forma, intenciona preservar-se enquanto um isso, enquanto um objeto, que possui seu valor de troca, que sente prazer apenas na obtenחדo do dinheiro e que deve ser preservado e cuidado. O dinheiro legitima essa forma de ser no mundo e a dicotomizaחדo do lado impessoal, profissional e afetivo permite apenas a meta de desempenhar ou representar no palco sua funחדo da melhor forma possםvel.

Ela precisa manter seu objeto de trabalho sempre em evidךncia, possibilitando seu sustento. Fingir faz parte do “show” e pode-se pensar numa ginבstica com os aparatos de uma boa aula de aerףbica. O carבter erףtico em que se vivencia a cumplicidade, a troca, o envolvimento nדo existe. Uma delas fez a sםntese: “ֹ um sexo podre”.

Nדo hב encontro porque nדo hב disponibilidade mתtua, nדo hב envolvimento mתtuo possibilitando confirmaחדo mתtua. Numa faixa evolutiva mais baixa, a sexualidade do homem fica muito circunscrita א sua genitבlia, י muito mecגnica, exigindo, entדo, uma manutenחדo especםfica e perifיrica, feita por um agente especםfico.
Em ambos hב o empenho de lidar com aquilo que י superficial, que pode ser tocado, visando cada um o seu benefםcio “legal”.

Nas entrevistas os pesquisadores constataram outras modalidades de relaחדo diferentes do sexo que tambיm sדo requisitadas, como a “conversa”, fala desprovida de zelo maior onde se mostra o lado inseguro. E diante da postura inerte de seu objeto, se permite extravasar toda a sua angתstia, de forma que nדo se comprometa, nדo corra riscos. Isto י uma parcela do conjunto das necessidades sociais.

Elas deverדo dar continuidade ao “show” e para isso juntar os pedaחos de seu objeto e configurar-se um todo irreal unificado. As cenas e o final sדo quase sempre os mesmos. Quando interrogadas acerca de sua qualidade de mulher ficam perplexas e mal sabem responder. Seu ser fica desprovido de todo e qualquer significado que leve em consideraחדo sua totalidade, seu ser-mulher. Parece que ao viver grande parte de sua vida no “palco”, o personagem tomou conta de si, e o seu eu passou a ocupar um plano inferior e nem י lembrado.

“Nדo sei o que י ser mulher” foi a resposta. Se י lembrado י tambיm extremamente desvalorizado. Parece que nדo se consegue superar essa dicotomia e o eu fica submetido א desintegraחדo. O que pensar da integraחדo com Deus e a sociedade?
“Quero ter uma famםlia”. ֹ um projeto que aparece no discurso como um meio de deixar a “profissדo”, porיm, muito mais do que isso, um modo de integrar-se na sociedade e, quem sabe, atי amenizar a dicotomia existente em seu espםrito. Bruns e Gomes Junior (2) concluem achando que aqueles que compram-vendem, vivenciando o “ךxtase” do aqui e agora, vדo se distanciando cada vez mais de si mesmos e a dicotomia existente entre corpo x mente se fortalece cada vez mais, de modo a nדo provocar inquietaחץes. As educadoras terminam dizendo que tanto um como o outro “perpetuam o monףtono cםrculo vicioso que o mundo do faz-de-conta lhes possibilita, fingindo que esse י um dos modos de serem felizes”.

Duas senhoras, em um cafי num paםs sul-americano, comentavam que a palestra da noite, feita pelo brasileiro, deveria ser no mםnimo instigante, pois falaria do amor, da imortalidade da alma e das conseq?ךncias, na vida espiritual, dos atos cometidos aqui na Terra. Uma jovem prףxima ouve o comentבrio positivo e resolve assistם-la tambיm. Apףs a palestra, que falou sobre reencarnaחדo e memףria extracerebral, na fila dos que vieram apertar-lhe as mדos caridosas, Divaldo escuta a estףria: (8)

– Eu sou uma meretriz. Era uma jovem delgada de olhar entristecido. Contou-lhe que fora o padrasto quem a colocara no plano inclinado. Ela havia ouvido as senhoras falarem do brasileiro que pregava o amor como antםdoto da dor e, como sofria muito, resolveu dar-se uma chance. Jogou fora a substגncia corrosiva, colocada no refresco, para ouvם-lo. Divaldo explica que nדo era mב vontade, mas que o seu anfitreדo o aguardava. Porיm, gostaria muito de encontrב-la mais tarde. Ela respondeu a Divaldo que nדo se preocupasse porque era uma mulher da noite. Marcaram o encontro na casa do anfitriדo. ְ

noite conta que vivia num bairro de alta classe social e econפmica. Quando o pai morreu ela contava quase quinze anos. A mדe tinha quarenta e dois e era uma mulher frםvola, de carבter vulgar e, em menos de trךs meses depois, estava nos bailes e festas. Ligou-se a um homem mais jovem do que ela, destes que vivem a explorar mulheres ingךnuas.

Ele veio viver em nossa casa e comeחou a procurar-me. Minha mדe acreditou quando ele disse que eu havia me oferecido. Apףs a bofetada, colocou-me na rua. Aos quinze anos eu estudava e tinha uma amiga de dezessete anos que me recebeu em casa. Ela disse que a vida era maravilhosa e que devםamos desfrutב-la. Era acompanhante de velhos executivos e uma noite lhe rendia quinhentos dףlares. Mais tarde ela me disse que se nדo trabalhasse tambיm nדo comeria e levou-me a uma casa. Divaldo ouviu pacientemente e…

Atravיs da divulgaחדo do Espiritismo, por meio da palestra na reuniדo pתblica, em clima fraternal e com interesse de ajudar na soluחדo dos diversos problemas humanos, conseguiu-se a reabilitaחדo e, posteriormente, a integraחדo da jovem aos labores espםritas. Hoje ela tem uma famםlia!

E se elas se contaminarem? E se houver gravidez? Observa-se uma incidךncia crescente de AIDS em crianחas em todo o mundo. No Brasil a porcentagem de mulheres infectadas, em idade fיrtil, aumentou de 5,1% para 12,51% em dez anos. A proporחדo homem/mulher era de 18/1 e atualmente י de 3/1. Este fato explica a enorme preocupaחדo dos profissionais de saתde que trabalham com crianחas. Em um trabalho observou-se que apenas uma, em 25 crianחas, adquiriu o HIV atravיs de transfusדo sanguםnea. Todas as outras foram infectadas de modo vertical, risco que varia de 27% a 62%. A transmissדo mדe/filho pode ocorrer via placentבria, no canal do parto e pelo leite materno.

Vamos relembrar algumas coisas: (6) Aids י um dos maiores problemas de saתde pתblica. A epidemia nדo vai passar por si mesma e a discriminaחדo sף empurra a doenחa para a clandestinidade, onde nדo podemos vך-la e combatך-la. Aids י primariamente uma doenחa sexualmente transmissםvel, י uma imunodepressדo acompanhada de doenחas oportunistas graves, infecciosas ou neoplבsicas, com eventual lesדo neurolףgica.

O HIV י um parasita genיtico, isto י, ele se integra ao sistema de genes, ou DNA, e programa a cיlula transformando-a numa fabrica de HIV. Como o HIV se integra no sistema genיtico da cיlula, quando tentamos destruם-lo acabamos destruindo tambיm a prףpria cיlula. Por isso o tratamento da Aids י muito complicado. O nתmero de indivםduos com infecחדo assintomבtica (portadores) e que podem transmitir o vםrus י significativamente maior do que o nתmero de doentes. Se uma pessoa tem apenas um parceiro sexual, mas este tem mais de um, a pessoa tem risco de ser contaminada. Sדo fatores de risco associados aos mecanismos de transmissדo: as variaחץes freq?entes de parceiros sexuais; o uso de produtos de sangue nדo controlados; o uso de agulhas e seringas nדo esterilizadas e no caso do bebך a infecחדo materna pelo HIV.

Sדo co-fatores especםficos de risco em relaחדo א transmissדo sexual: o trauma, como pode ocorrer na relaחדo anal e lesדo genital causada por outras doenחas sexualmente transmissםveis. Apenas com acesso aos preservativos e א informaחדo nדo mudaremos comportamentos. Adolescentes bem informados continuam tendo condutas sexuais de alto risco.

Das vinte marcas examinadas, apenas sete dos preservativos utilizados no Brasil cumpriram os requisitos de seguranחa.

A necessidade do uso da camisinha י informaחדo relevante, mas isto nדo י sinפnimo de sexo seguro, esta seria uma afirmaחדo no mםnimo leviana e irresponsבvel. Um produto que nדo impede a gravidez nדo evita a infecחדo viral.

Somos massacrados pelas mensagens erףticas que procuram transformar-nos em mבquinas sexuais.
A psicףloga Dione Costa (4) relatou que quando ouve pacientes, indivםduos comuns, com doenחas sexualmente transmissםveis, vindo de encontros que podem nדo ter durado sequer uma hora, anפnimos, desconhecidos, mas que levam a abortos, sempre questiona: e a afetividade? Que crianחas serדo estas? E que adultos? Tudo isso, diz ela, nos remete a um sexo mecanizado, mostrando uma inadequaחדo ou negaחדo da sexualidade responsבvel, pois possibilita doenחas e com elas sentimentos como frustraחדo, desilusדo, inseguranחa, solidדo, vergonha, culpa, medo que se perpetua para os prףximos encontros. Como terב sido a aprendizagem amorosa desses indivםduos ao longo da vida?

Serב este caminho do nדo-encontro, ou desencontro, o תnico que aprenderam ao longo de suas vidas para a busca da felicidade?

Nesta hora, o profissional de saתde-educaחדo tem um papel “fantבstico” pois י um importante momento para mostrar os riscos, a possibilidade de fazer escolhas, de ensinar a dizer nדo, de adquirir identidade prףpria. Momento, talvez, תnico na vida dessas pessoas, incomodadas com seus sintomas, para uma reflexדo de que seu corpo י sua casa. Nossos filhos precisam estar conscientes da existךncia destes sofrimentos e lutarem para nדo serem incluםdos na categoria dos co-responsבveis, co-autores. Eles precisam saber que todos temos guias espirituais que nos protegem e que nos falaram a respeito de que estamos aqui para aprender, do propףsito superior de nossas vidas, mas que, ao mesmo tempo, nos permitem prosseguir numa situaחדo se assim o desejarmos.

Eles tךm o cuidado de nדo eliminar nossas liחץes. Se estivermos avanחando na direחדo de algo que irב nos ensinar uma liחדo valiosa porיm difםcil, eles poderדo nos mostrar maneiras mais alegres de aprender a mesma coisa. No entanto, se resolvermos persistir no caminho original, eles nדo tentarדo impedir-nos. Cabe-nos escolher a alegria, mas caso aprendamos melhor atravיs da dor e do esforחo, os guias espirituais nדo os afastarדo de nףs.

Nossos filhos precisam saber que “o homem sequioso de prazer, sentindo-se atormentado por necessidade imperiosa, irresistםvel, uma excitaחדo espantosa que vivifica seu organismo e um fogo ardente que abrasa seus ףrgדos” estב tambיm acompanhado de entidades muitas vezes perversas. Nףs, os pais, precisamos lembrar que estas informaחץes ainda nדo estדo disponםveis nas universidades.

No futuro a “Nova Universidade” estarב aberta aos temas do espםrito, ela serב erguida com uma Ciךncia que investigarב os conceitos da Filosofia e que trarב de volta a idיia de Deus. Uma Ciךncia que alיm de inquirir como sדo as coisas, intenta responder ao porquך. Com uma Filosofia de carבter cientםfico e uma Ciךncia com conseq?ךncias religiosas.

“No quadro dos valores racionais, Ciךncia e Filosofia se integram objetivando as realizaחץes do Espםrito. Completam-se como dois grandes rios, que servindo as regiץes diversas, na esfera de produחדo indispensבvel א manutenחדo da vida, se reתnem em determinado ponto do caminho, para desaguarem, juntas, no mesmo oceano que י o da sabedoria.”

Temos que nos esforחar para participar desta revoluחדo do pensamento se nדo desejarmos continuar no papel de comparsas da tirania e da destruiחדo. Daם a necessidade da ֹtica que ilumine as consciךncias na melhoria das caracterםsticas morais do homem. A assimilaחדo de um novo paradigma י lenta e difםcil porque demanda abertura mental, estudo, reflexדo e crםtica. Haverב resistךncia, principalmente pela exigךncia de mudanחas יtico-morais. Mas, י necessבrio mudar. A sociedade anפnima, o “levar vantagem em tudo”, gerou a indiferenחa nas relaחץes sociais e o caos na sociedade.

Hב indםcios de que esta revoluחדo esta em curso atי entre nףs. Soubemos que 350 alunos da USP, aos sבbados, freq?entam um curso, na universidade, que discute as questץes do espםrito, definido como o fez Allan Kardec. A discussדo do “post-mortem” nדo pode ser ignorada, pois exerce influךncia sobre as questץes de ֹtica.

A democracia no mundo e as necessidades de cooperaחדo econפmica desembocam na manifestaחדo livre das diversas culturas, induzindo o mundo ocidental a ampliar o seu universo cultural. Hב uma revalorizaחדo da importגncia da religiדo, enquanto agente de movimentaחדo social.

A revoluחדo י agora e comeחa quando abrimos as portas א יtica e א fי. A fי, que terב “por templo o universo, por altar a consciךncia, por imagem Deus e por Lei o mandamento do amor em aחדo, resumido por Jesus na categoria do prףximo”. A fי que atua pelo amor. Na sociedade, assim organizada, ninguיm serב coisificado, ninguיm morrerב de fome. Nas entrevistas (2) as “vendedoras de prazer” disseram: ” Um dia quero constituir uma familia”.

Os pesquisadores comentam que subjaz nessa atitude de querer integrar-se a uma familia uma grande contradiחדo, uma vez que grande parte de seus clientes sדo homens casados. Nossas filhas precisam ser alertadas para essas coisas. Mesmo que essa formaחדo se concretize, isso nדo quer dizer que ela vב experienciar uma relaחדo eu-tu junto ao seu cפnjuge de forma plena e presente.

Hב necessidade de ajudar os casais na sua escalada evolutiva, para que possam entender e ajudar seus filhos a entenderem tambיm que a sexualidade (6) deve ser vista num contexto amplo, nדo apenas genitalizado embora nדo prescinda dele. Apesar de situado no nםvel instintivo, possui a bתssola da razדo que o orienta para o outro, como pessoa inteira. Orienta-o para a relaחדo, o diבlogo, na luta evolutiva da substituiחדo do amor captativo, infantil, pelo oblativo, altruםsta.

A sexualidade י nobre e enriquecedora. ֹ uma das dimensץes fundamentais do espםrito, quando pode comportar-se como ser sexuado, reencarnando como homem ou mulher, formando assim os “dois pףlos de cuja tensדo e oposiחדo brota o fenפmeno da existךncia humana”, a perpetuaחדo da espיcie.

Nos subsםdios para implantaחדo e desenvolvimento da Campanha “Viver em famםlia” (3) encontramos na sua fundamentaחדo doutrinבria a questדo 208 de “O Livro dos Espםritos”. Nela os guias espirituais dizem que “os Espםritos dos pais tךm por missדo desenvolver os de seus filhos pela educaחדo. Constitui-lhes isso uma tarefa. Tornar-se-דo culpados, se vierem a falir no seu desempenho.” Desta forma surge no Temבrio da Campanha o item de nתmero 9, Desequilםbrios no Lar – Prostituiחדo e Promiscuidade.” Diante desta advertךncia cabe-nos a ajuda mתtua.

Vamos oferecer aos nossos filhos uma religiדo amadurecida, aquela bem diferenciada atravיs de um processo consciente de autocrםtica, aquela que tem grande poder transformador. Aquela que como diz Allport leva o homem ao amadurecimento quando י dinגmico sem ser fanבtico ou compulsivo em seu comportamento religioso. Aquela que produz uma condiחדo de coerךncia entre o que o homem crך e o que diz. Aquela que י tolerante e pronta a reconsiderar sua prףpria condiחדo. Aquela que serב sempre uma busca da verdade integral.

A questדo agora י a revoluחדo do pensamento no autoconhecimento levando em conta o invisםvel, o impalpבvel, o imponderבvel e o admensional, com ֹtica, na busca da verdade. Impossםvel nדo lembrar o Professor Newtom de Barros (1) numa sessדo histףrica, no Grupo Andrי Luiz (RJ). Deixemos o Professor contar:

– “Pela voz direta, comunicou-se a Mדezinha: Estou chegando das regiץes umbralinas… Andrי Luiz e Mדe Narciza convidam os תltimos habitantes בvidos de regeneraחדo… Andrי Luiz olhava no chacra coronבrio e jogava uma rede… Pescador de almas… Lembrei-me de Pedro e Andrי em Tiberםades. Meu filho atendeu ao meu chamado… Vai reencarnar… ?ltima oportunidade… Daqui a uns quinze anos vocךs, talvez, encontrem um jovem, cabeludo, mal lavado, andando pelas ruas, sem destino, sem vontade de trabalhar… Talvez, procurando sexo e tףxicos… Tenham piedade dele… Por certo י o meu filho… em תltima oportunidade…

Aquela mדezinha, falando de voz direta, graחas א mediunidade de Peixotinho, jamais saiu de minha retina, pois destaquei o vulto semi-apagado na penumbra da sala de ectoplasmia. Nas salas de aula desses cinq?enta e tantos anos de magistיrio, sempre olhei o adolescente, apiedado… E ouvia Jesus na pבgina maravilhosa de Boa Nova:
– Pedro, eles nדo sדo pecadores… Eles sדo somente frבgeis…

E a fragilidade se mistura com os nossos conhecimentos de Fםsica, de Quםmica, de Biologia, de Psicologia…
E as vontades? Como despertar as vontades? Como fortalecer os frבgeis? Como ativar as vontades para querer o melhor para os prףprios espםritos?
Mas sobe א superfםcie da memףria a Parבbola do Semeador:

– O Semeador saiu a semear… Atirou as sementes, amorosamente… Umas caםram na terra escaldante e feneceram… Outras caםram ao alcance dos pבssaros e foram deglutidas… Outras cresceram entre espinheiros e foram sufocadas… Mas outras caםram em terreno fיrtil… E produziram uma por trinta… uma por sessenta… Uma por cem… E deram muitos frutos bons…
Bezerra de Menezes desceu de alturas n

דo mensurבveis e nos disse pelas mדos sagradas, de Francisco Cגndido Xavier: A legenda de agora י kardequizar… Semear as sementes escolhidas… E confiar na fertilidade dos terrenos…”
“Agora י aחדo!” Vamos escolher as sementes juntos!
Nדo sofreremos, no futuro, por causa da omissדo.

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